Não há coisa pior nessa vida do que servir de referência. “Sabe a Fulana, que era amiga daquela gordinha no colegial?” ou “Ciclano tem três irmãs, mas estou falando daquela gostosa, que malha sem parar!” E não há como fugir. Vez ou outra farão alguma insinuação utilizando nossos atributos físicos como referência. Uó!
Ah, mas também não nos façamos de vítimas desse processo doloroso. Também utilizamos deste artifício para identificar X ou Y durante uma conversa com as amigas. E não pegamos leve, diga-se de passagem. Vai desde “o mixaria” até o “bem dotado do bairro.”
O fato é que toda essa forma de estabelecer parâmetros entre um e outro vem enlouquecendo as pessoas. E vamos combinar que é muito mais interessante servir como sinônimo de boazuda ao invés de ouvir adjetivos pra lá de pejorativos acerca da sua forma rechonchuda. Não podemos negar!
Tem muita gente levando isso a sério. Basta dar um ‘google’ utilizando as hashtags #fitness, #progress, #gymtime entre outras pra chegar a conclusão de que a mulherada vive para se afastar, ao máximo, dos estereótipos que giram em torno dos quilos extras. Ok! Saúde e estética. Belas estratégias.
Mas, entre uma pesquisa e outra, você espera ver corpos suados e um pessoal normal, com uma barriguinha saliente, cabelos esvoaçados e aquela camisa do deputado estadual da penúltima eleição, dando um duro danado na esteira. Nã-nã-ni-nã-não! Em geral, as garotas estão maquiadas, magras, com uma roupa supertransada e o mesmo penteado que você usou no casamento daquela parente distante semana passada. E aí eu pergunto? Cadê o estímulo para enfrentar a academia – e as leoas que frequentam o ambiente?
Pois está bem aqui. Nesse vídeo.
Mexa-se!
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