13/01/2015

Inveja do quê mesmo, que eu não sei?

Como disse um colega do trabalho dia desses, "eu sempre quis deletar a minha conta no Facebook, mas não procuro um real motivo que me leve a sair." É. Mais ou menos assim. Mas isso não me tira o direito de estar de saco cheio de algumas coisas. Aquelas pessoas que não conheço, vou lá e excluo. As páginas que não curto, o 'descurtir' resolve. Ponto. Mas aí tem aquelazinha que faz parte da família e "fica feio excluir, minha filha", como diz a minha mãe. Pois bem. Acabam ficando.E ficando...

Tem uma coisa que realmente me faz perder as estribeiras. Sabe aquela frase de 'parachoque' onde diz "a sua inveja é a velocidade do meu sucesso?" Eu não sei bem se é uma doença ou falta de amor próprio, mas a rede está infestada de pessoas que se julgam boas o suficiente a ponto de sustentarem o títudo de "todos me invejam." Tenha dó!

É uma maluquice sem fim. A pessoa desenvolve uma mania de perseguição que a corrói e mantém estagnada, ali, inerte em uma tentativa frustrada de sobreviver em uma redoma de vidro. "E por que alguém te invejaria?" meu dedo coça para perguntar. Mas a política da boa vizinhança, carregada por uma avalanche de bom senso pisa no freio. E eu paro.

É inveja de relacionamento, de emprego, do corpo, da cultura, das viagens... Um ciclo vicioso onde tudo o que se conquista está no centro do furacão, podendo ter um fura olho à postos a qualquer momento para acabar com a vida dessa pobre alma.

Acontece que enquanto essa pessoa se frustra e se esconde, tudo certo! Mas chega um ponto em que ela não consegue sustentar "tanto olho grande" e dispara a fúria em cima de outras pessoas que, até então, não davam a mínima para a sua existência. Acho que no fundo é isso... É uma 'chamada' de atenção, é tentar mostrar-se bom em alguma coisa, é simplesmente tentar ser até perder o tino. E as pessoas vão se afastando, se distanciando, com receio de que o 'invejado' sinta-se ofendido com elogios ou com o simples fato de você existir.

É uma pena, mas uma hora não sobrar mais ninguém para 'querer ter o que você tem' ou apenas para 'admirar o que você conquistou'. Acaba. Se acaba. E a única pessoa que vai disputar o 'seu lugar ao sol' é você mesmo. Sozinho, apenas com o que sobrar de uma vida amarga que você tanto lutou para construir.

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