10/11/2014

Deixa estar...

As mulheres querem se identificar. Não importa com o que. Não importa o momento. Enquanto algumas se anulam da “incrível geração das mulheres chatas”, conforme definiu a colunista da Folha de São Paulo, outras compartilham o texto de outra autora que sustenta a teoria  do “amor muito específico.”

Balela!

Ninguém tem razão, porque ninguém é igual. Generalizar chatice é muito cômodo quando se está com alguém e limitar o sentimento em especificidades é outra tolice. Contenham-se, meninas! A realidade é mais ampla. Conheço solteiras bem resolvidas, bem como conheço outras que, de tão desesperadas, criam namorados imaginários para não ficarem para trás. “Atrás de quem?”, eu me pergunto. Conheço umas e outras que aparentam felicidade constante e que de fato tem relacionamentos felizes. Outras, por comodismo ou medo de não arrumar nada melhor, mantém o convívio com o parceiro. Aliás, tem um monte dessas.

Por isso, nunca me identifiquei com ninguém. Tenho minhas chatices, cultivo as especificidades do meu amor e nem por isso me encaixo em uma coluna. Eita! Me deixa ser o que quiser. Se não der certo com esse, sei me virar sozinha! Dá para ir ao cinema desacompanhada, comer pizza sem dividir, fazer festa do pijama com as amigas regada à tequila. Ah, minha filha: nada melhor que ficar doidona com as amigas trancadas em um quarto, revelando os segredos mas íntimos, inclusive sobre o pinto do seu ex - o que você não pode comentar com o seu namorado atual!

Então, ao invés de manter essa guerrilha, nada mais justo que se concentrar no que você é! O amor acontece, independente de conceitos, independente de colunas, independente do que as pessoas digam.  Pode ser que não aconteça também - e não há nada de errado nisso! Dá para amar os amigos e a família e transar com meia dúzia por aí. Você ama e transa... Quase um namoro, mas em esferas diferentes. 

Espero que você me entenda, mas não se identifique. Porque esse negócio de se reconhecer em meia dúzia de palavras tolas só diminui a capacidade de você exercer o seu melhor papel: ser você mesma, independente do estado civil.  

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